top of page

Discussão de Leituras

Público·760 membros

[O Banquete] Um trecho pertubardor do Banquete

Poucos trechos de "O Banquete" soam tão perturbadores ao olhar moderno quanto este. A priori, não parece ter nada errado no texto, mas, como diríamos na minha segunda língua, o juridiquês, o problema não está exatamente na norma, e sim, na mens legislatoris.


O orador justifica a criação deste proto código penal afirmando que a norma serviria:

"para que não se desperdiçasse tanto empenho na incerteza; pois é incerto o futuro dos jovens - se terminarão na virtude ou no vício, tanto no que diz respeito à alma quanto ao corpo"

A vedação não nasce, portanto, da proteção da criança. Não se quer evitar o abuso, e sim o desperdício do tempo do abusador.


Absurdos aparte, é interessante perceber como os costumes (e a moral como um todo) mudam com o passar do tempo. Me pergunto, então, quais dos nossos costumes atuais parecerão igualmente monstruosos daqui a dois mil anos... se, até lá, ainda houver quem se espante.

292 visualizações

O Banquete é uma mistura do Belo (não físico) mas um belo intelectual, uma admiração intelectual e claro um desejo erótico que confesso que vai além do meu entendimento.

É uma mistura de muitas coisas: sabedoria, desejo sexual? Amor (Eros).

Por outro lado Sócrates não se deixou ser seduzido, pois para ele o desejo vai além do prazer físico, mas sim pela sabedoria da filosofia.

bottom of page